Estou maluco. É fato e é oficial. Enlouqueci completamente.
Tudo bem, é sábado e tudo está normal por enquanto. Mas estou com uma vontade incontrolável de fazer algo inesperado e surpreendente. O que eu poderia fazer de incontroláel e surpreendente num sábado de Outubro? Não consigo pensar em nada.
Onze horas da manhã – Eu comi uma torrada queimada, mas não acho que isso seja inesperado nem muito menos surpreendente. Quero dizer, eu já comi até pão mofado sem perceber. Será que dá certo molhar a torrada no nescau?
Onze horas e três minutos – Não, não dá certo. Muito menos se ela estiver queimada.
Onze horas e meia – O que você faria se encontrasse alguém com uma placa de ‘vende-se elogios aqui’? Acho que sou bom com elogios. Eu, particularmanete, pagaria alguns trocados para ouvir bons elogios. Até que não é uma má idéia. Vou cobrar cinco centavos por palavra.
Onze horas e quarenta e três minutos – Não tenho cartolina em casa. Vou até o Zona Sul comprar. Acho que ele já deve estar aberto a essa hora da manhã.
Meio dia e trinta e seis – Já fui e já voltei. Comprei cartolina, cola, manteiga (já que a minha mãe pediu) e um Toblerone. Não exite nada melhor que chocolate, e não existe cocolate melhor do que o Toblerone. Tudo bem, isso é mentira. A primeira afirnação, não a segunda. Toblerone realmente é o melhor choclate da face da terra.
Meio dia e cinquenta e dois – Tudo bem, perdi a hora no computador e nem comecei o cartaz. Se eu não o fizer será só mais um sábado normal e não um sábado inesperado e surpreendente. Preciso fazer o cartaz.
Uma hora da tarde – Depois eu faço isso. Minha mãe me chamou para almoçar. É bife à parmegiana com batatas fritas. Ainda bem.
Quase duas horas – Vou começar a trabalhar.
Duas horas e onze minutos – Droga, eu borrei a canetinha. Seria muito ridículo usar o verso da cartolina? Quero dizer, as pessoas nem vão ver o verso mesmo. Vou pregar o cartaz naquela mesa de xadrez que tem na pracinha e ficar esperando.
Três horas – Minha obra prima está pronta, mas não quero sair de casa agora. Está começando Two and a Half Man. Nunca mais teve episódio novo, mas aposto que se eu não assistir hoje, terá. Daqui há pouco eu volto.
Cinco horas (e alguns minutos) da tarde - Ok, planos adiados. Eu dormi no sofá e já está escurecendo. Ainda tenho domingo para expor o cartaz e ficar rico com elogios.
Seis horas e cinquenta e quatro – Meu dia definitivamente não foi inesperado e surpreendente. Só tive mais um sábado que nem todos os outros. Pelo menos tenho o segredo da fortuna guardado dentro do meu armário. Amanhã ficarei bilhonário.
Tudo bem, é sábado e tudo está normal por enquanto. Mas estou com uma vontade incontrolável de fazer algo inesperado e surpreendente. O que eu poderia fazer de incontroláel e surpreendente num sábado de Outubro? Não consigo pensar em nada.
Onze horas da manhã – Eu comi uma torrada queimada, mas não acho que isso seja inesperado nem muito menos surpreendente. Quero dizer, eu já comi até pão mofado sem perceber. Será que dá certo molhar a torrada no nescau?
Onze horas e três minutos – Não, não dá certo. Muito menos se ela estiver queimada.
Onze horas e meia – O que você faria se encontrasse alguém com uma placa de ‘vende-se elogios aqui’? Acho que sou bom com elogios. Eu, particularmanete, pagaria alguns trocados para ouvir bons elogios. Até que não é uma má idéia. Vou cobrar cinco centavos por palavra.
Onze horas e quarenta e três minutos – Não tenho cartolina em casa. Vou até o Zona Sul comprar. Acho que ele já deve estar aberto a essa hora da manhã.
Meio dia e trinta e seis – Já fui e já voltei. Comprei cartolina, cola, manteiga (já que a minha mãe pediu) e um Toblerone. Não exite nada melhor que chocolate, e não existe cocolate melhor do que o Toblerone. Tudo bem, isso é mentira. A primeira afirnação, não a segunda. Toblerone realmente é o melhor choclate da face da terra.
Meio dia e cinquenta e dois – Tudo bem, perdi a hora no computador e nem comecei o cartaz. Se eu não o fizer será só mais um sábado normal e não um sábado inesperado e surpreendente. Preciso fazer o cartaz.
Uma hora da tarde – Depois eu faço isso. Minha mãe me chamou para almoçar. É bife à parmegiana com batatas fritas. Ainda bem.
Quase duas horas – Vou começar a trabalhar.
Duas horas e onze minutos – Droga, eu borrei a canetinha. Seria muito ridículo usar o verso da cartolina? Quero dizer, as pessoas nem vão ver o verso mesmo. Vou pregar o cartaz naquela mesa de xadrez que tem na pracinha e ficar esperando.
Três horas – Minha obra prima está pronta, mas não quero sair de casa agora. Está começando Two and a Half Man. Nunca mais teve episódio novo, mas aposto que se eu não assistir hoje, terá. Daqui há pouco eu volto.
Cinco horas (e alguns minutos) da tarde - Ok, planos adiados. Eu dormi no sofá e já está escurecendo. Ainda tenho domingo para expor o cartaz e ficar rico com elogios.
Seis horas e cinquenta e quatro – Meu dia definitivamente não foi inesperado e surpreendente. Só tive mais um sábado que nem todos os outros. Pelo menos tenho o segredo da fortuna guardado dentro do meu armário. Amanhã ficarei bilhonário.
